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Danação

Um homem que, diante da plateia, narra memórias de um tempo que ele viveu dentro do coração de uma mulher. Chegou despencando e lá conviveu com uma menina, filha da tal mulher, que se escondia da morte. No entanto, nada parece estar evidenciado na memória do homem, empenhado no exercício de lembrar. Por isso, ele trilha diversos caminhos, se arrisca em inúmeras formas de contar, na busca de encontrar o fio da meada, as palavras certas para resgatar, diante do público, os fatos, os detalhes, os timbres de voz, os tempos de cada enunciação e as figuras que arquitetam o seu relato: este é o mote de “Danação”, peça que leva pela primeira vez ao palco o ator Eduardo Moreira (do Grupo Galpão) em uma atuação solo, sob direção de Marcelo Castro (Grupo Espanca) e Mariana Maioline. O texto do espetáculo, escrito pelo dramaturgo belorizontino Raysner de Paula, se apresenta como uma prosa poética que evoca imagens e metáforas para criar o percurso narrado por esse homem e os laços criados por ele durante essa estadia dentro de um coração.

Criado ao longo de três meses de ensaio, “Danação” começou a ser imaginado em 2014, quando Eduardo foi convidado por Raysner para fazer a leitura dramática do texto no projeto “Janela de Dramaturgia”. Desde então, o desejo de materializar essa ideia teatral ganhou contornos e agregou os artistas Marcelo e Mariana, que assumiram a direção da peça.

O texto do espetáculo foi escrito com o desejo de flertar com a poesia do Manoel de Barros e com os universos fabulados pelos escritores João Guimarães Rosa, Mia Couto e Adriana Falcão. A dramaturgia – da palavra e do ator – aposta no ato narrativo, na potência existente no exercício de imaginar e compartilhar outras formas de realidade, outras (e insuspeitadas) formas de habitar a vida (e a morte); Na possibilidade de construir imagens e realidades, com os artifícios e artimanhas da linguagem; Nos limiares entre o real e o surreal e na ampliação do absurdo aflorado no cotidiano trivial.

 Na força que existe no encontro de pessoas que se interessam por ouvir, juntas e ao mesmo tempo, uma história. Na possibilidade de construir imagens e realidades, com os artifícios e artimanhas das linguagens Nos limiares entre o real e o surreal. Na ampliação do absurdo aflorado no cotidiano trivial. Nas teatralidades e soluções cênicas que surgem da fusão desses elementos.

Ficha Técnica

Tempo de duração do espetáculo: 50 min

Idade mínima recomendada: livre acima de 12 anos

Direção: Marcelo Castro e Maria na Maioline

Iluminação: Rodrigo Marçal

Atores/personagens: Eduardo Moreira

Outras funções: Raysner de Paula (texto)