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Efêmeras

Espetáculo de teatro – dança foi concebido por artistas de três companhias de teatro e dança ribeiraopretanas 

Fruto do encontro dos desejos artísticos de Michelle Maria e Flávio Racy, da Cia. Teatral A DitaCuja, Thais Foresto, da Cia. Teatral Tertúlia, e Michel Masson, da Cia. Abrindo Portas de dança, a peça "Efêmeras”, será encenada na cidade com abordagem da força arquetípica do feminino e as várias energias que envolvem o gênero, em sua mais pura e bela essência. 

Concebido para dialogar  com o público sobre o universo feminino, em um momento que pede por uma mudança de olhar sobre o tema, “Efêmeras” se coloca sem travas, sem malícia, sem amarras ou pudores. Único e singelo. Tendo o cotidiano como fio condutor, aborda de forma atemporal e universal situações que, ao mesmo tempo, se contrapõem às relações humanas do mundo moderno e desnudam a alma selvagem feminina.

Para Thais Foresto, atriz e dramaturga, o espetáculo propõe mais do que um mergulho no universo feminino, uma transmutação. "Escrever a dramaturgia de “Efêmeras” foi como revisitar as mulheres que habitam em mim, faces que habitam todas nós, mas que ficam guardadas e dificilmente encontramos espaço para vesti-las. Assim, através de metáforas e poesias, o texto foi nascendo durante o processo como forma de reencontro com o nosso feminino mais selvagem. O que a alma feminina grita? O que gritou e o que quer gritar agora? Devemos experimentar o toque dessas facetas, que o cotidiano tende a reprimir. Espero que Efêmeras possa conduzir não somente mulheres, mas também homens a um mergulho em arquétipos, a busca dos instintos e desejos mais profundos. Efêmeras sou eu, efêmeras é você", enfatiza a atriz.

Todo o processo de criação foi desenvolvido a partir de inquietações das atrizes Michelle e Thaís, culminando em cenas que refletem as várias faces do arquétipo feminino, explica o cenógrafo e encenador Flávio Racy. “É um espetáculo que fala do poder feminino e se conduzido por homens tende a enfraquecer o debate e colocar mais uma vez a mulher sob a ótica masculina. Quando entendemos isso encontramos nosso caminho. A obra é das mulheres que estão nesse processo e o meu papel enquanto cenógrafo e encenador (não diretor) desse espetáculo foi atender às necessidades das doces, ácidas, diretas e poéticas palavras que são colocadas com tanta sinceridade por essas mulheres, para que elas possam ganhar o mundo através das suas bocas, dos seus gestos e dos seus olhares", afirma.

O figurino, segundo Michelle Maria, foi criado a partir da antítese do pensar o que cobre a pele ou o que não a esconde. “O corpo é único? Pele, pêlos, cabelo de almas fundidas? Como seria eu selvagem, nestes dias de mulher? Com essas indagações pensamos no tecido que desenha nossos corpos e nos traços que marcam nossos rostos. Figurino e maquiagem criados como expressão de não esconder nem corpo, nem almas. Sem data marcada. Sem lugar. Sem moda, nem molde. Mulheres únicas de almas fundidas”, ressalta a atriz.

A produção conta ainda com a participação de Liliane Freitas como contrarregra, Camila Kerr no apoio à pesquisa de trilha sonora e a assinatura do ator e coreógrafo Michel Masson nas coreografias e no conceito luminotécnico. "A luz atuará como imã, uma espécie de fio condutor e seguidor dos passos das atrizes. Atrativa e ondulatória, como um corpo vivo e fluente, um objeto de aproximação e aconchego”, pontua o coreógrafo e iluminador. 

Ficha Técnica

Tempo de duração do espetáculo: 60 minutos

Idade mínima recomendada: acima de 12 anos

Direção: Flávio Racy

Som: Camila Kerr

Iluminação: Michel Masson

Cenário: Flávio Racy

Figurino: Zezé Cherubini

Maquiagem: Michelle Maria

Atores/personagens: Thais Foresto (Mulher 1) e Michelle Maria (Mulher 2)

Outras funções - Contrarregragem: Liliane Freitas